01/08/2011, às 03:32 - Por Marcelo Lima
Logo que acabei de fazer para uma nova grife especializada em roupas com o tecido tradicional africano Chitenge. Ontem mesmo houve festa e desfile de lançamento de suas roupas… iniciativa da italiana Manuela Bucciarelli, com tecidos do Malawi e pequena contribuição do brasileiro aqui.


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27/07/2011, às 08:52 - Por Marcelo Lima
Eu já havia usado buchas vegetais antes, na luminária Bucha, projeto vencedor do Prêmio Sebrae Minas Design 2008 e que desenvolvi junto com o Bernardo Senna. Como continuo fã desse material, venho desde então pensando outras em possibilidades para as buchas. Inclusive venho plantando buchas no jardim daqui de casa e já coletei algumas.
Assim, eu estou agora envolvido no projeto dessa nova versão para luminária. Diferente das que encontramos no Brasil, as buchas disponíveis no Malawi são bem menores (possuem no máximo 30cm de comprimento) e essa regularidade me incentivou a usá las em conjunto para formar a estrutura do objeto, como em um pequeno mosaico.
No Malawi, as buchas são geralmente cultivadas na região de Salima e vendidas nos mercados populares e por vendedores de rua. Assim como em outros locais, são utilizadas na higiene corporal e limpeza doméstica.
A luminária Bucha 2.0 pode ser usada no chão, mesa ou fixada na parede e modelos coloridos já estão a caminho.








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, às 07:37 - Por Marcelo Lima
Quadro porta retratos que desenvolvi recentemente. Moldura de madeira, fios de nylon e pregadores para organizar e fixar retratos, recados e afins.
A proposta de uma peça leve, que pouco interfira no ambiente e fácil de usar. Pode ser fixado na parede ou apenas encostado nela.



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23/06/2011, às 12:10 - Por Marcelo Lima
Como já havia postado antes, a bandeira do Malawi passou por recentes modificações por mera manobra populista do atual governo (ao menos essa é minha opnião!) e no post eu inclusive perguntava como ficaria o sol caso uma crise econômica viesse à tona no país… digamos que se depender da crescente crise de combustível que enfrentamos aqui, a bandeira deverá mudar logo. Até recebi uma proposta por email:

Hoje mesmo por exemplo, eu saí pela manhã em busca de abastecer meu pobre carrinho e decidi encarar a nada modesta fila de carros no único posto com gasolina disponível naquele momento na cidade, e cabe dizer que encontrar gasolina e diesel por aqui está mais difícil que ver flamenguista feliz. Após pouco mais de uma hora na fila, ainda haviam uns 10 carros na minha frente, acabou a gasolina no posto e fiquei a ver navios e com apenas 1/4 de gasolina no tanque para passar o fim de semana. Talves essa situação justifique a combinação rubro negra na bandeira, afinal assim como o flamengo, o país está uma vergonha só…
Aqui tem imagens da dita fila logo que eu cheguei, meu carro é o quarto da esqerda p direita:


Enfim, não sei porque ainda insitimos em dirigir nesse lugar, se o mais condizente com a situação seria irmos de cipó até o trabalho!
Desse jeito cenas como na imagem abaixo deixarão de ser apenas piada em anexo de email…

Alô Roberto e Mariza, podem trazer um pouquinho de gasosa daí da terrinha que senão voces vão ter que andar de bicicleta quando voltar!!!
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09/02/2011, às 05:46 - Por Marcelo Lima
Desde Julho do ano passado que o Malawi adotou mudanças em sua bandeira, o que gerou uma enorme discussão com as mais diversas opiniões a respeito. A decisão foi duramente criticada pela oposição, grupos religiosos e organizações dos direitos humanos. Os críticos defendem não haver razão convincente para redesenhar a bandeira, que não deveria ter sido mudada sem um debate nacional e que esta apenas se justificou como medida populista e autopromocional do presidente Bingu wa Mutharika Ngawi, além do que vale lembrar que alterar um símbolo nacional sugere também um certo entrave nos serviços públicos .
As mudanças até que não foram muitas. A nova bandeira mantém as cores de fundo da antiga, mas alteradas na mesma ordem da bandeira Pan Africana e com o sol inteiro branco no lugar do sol nascente vermelho, como símbolo do atual momento econômico. Essa sugestão de sol inteiro representa para muitos um desenvolvimento questionável e até mesmo fictício e que a mudança apenas representa uma manobra populista e autoritária (eu me incluo nesse grupo). Afinal o que fazer quando a iminente crise econômica explodir no país, trocar o sol atual por um eclipse e mudar novamente a bandeira?
Sei que esse blog não trata diretamente de política internacional, mas achei relevante a informação até mesmo pelo ponto de vista do design.
Tratando de design, eu particularmente já não gostava da bandeira antiga e continuo a não gostar da atual. Além da dificuldade de composição entre as cores utilizadas, a desarmonia entre os elementos de fundo e o sol não conseguem sustentar o desenho de uma bandeira.
nova bandeira do Malawi

antiga bandeira do Malawi

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21/01/2011, às 05:11 - Por Marcelo Lima
Acho que todo mundo já viu a marca escolhida para os Jogos Olímpicos de 2016 a ser sediado no Rio de Janeiro. Eu particularmente gostei do resultado que apresenta um desenho limpo e bem definido, pensado desde o ínicio para ser representado em 2 ou 3 dimensões, como uma marca escultura com volumes que remetem a topografia da cidade sede. A Tátil Design de Fred Gelli, a vencedora entre 139 agências concorrentes foi muito bem sucedida ao buscar um resultado que transmitisse união entre atletas e povos. De costume eu sou receoso com uso de clichês como uso da imagem do Pão de Açúcar e da eterna combinação verde-amarelo-azul (nesse caso até justificável por serem as cores da bandeira do Rio de Janeiro) e ainda tenho minhas dúvidas quanto a aplicação PB da marca, mas por fim agradou.
Sinceramente eu apostava pouco na escolha de uma boa marca para os jogos, talves pela decepção da PIOR MARCA DE COPA DE TODOS OS TEMPOS, aquela coisa tenebrosa que foi inapropriadamente escolhida para representar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. De onde diabos veio a idéia de um júri composto por leigos e uma seleção sem concurso? Se aquele equívoco tem a cara do Brasil e dos brasileiros, eu passo a usar um saco na cabeça como o Homem Elefante!
Por outro lado, voltando a marca da Rio2016, existe também a polêmica envolvendo acusação de plágio por parte da ONG Norteamericana Telluride Foundation, que pede esclarecimento sobre o caso. A meu ver, descartaria a possibilidade de plágio à marca da ONG, até porque esse mote já foi utilizado em várias situações, como a marca que promoveu o carnaval de Salvador em 2004, entre outros exemplos. Mas é inegável que ambas as marcas se inspiraram na pintura A Dança, de Henry Matisse…
Sei que esse assunto está quase um mês atrasado, mas gostaria de compartilhar minha opnião com quem viesse a consultar esse blog. Espero que ainda em tempo, gostaria de também saber da opnião de voces.



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05/01/2011, às 14:43 - Por Marcelo Lima
Estive empenhado em desenvolver um sofa cama aqui pra casa. De início cabe dizer que aqui no Malawi eu não conto com grande oferta de materiais e acessórios para móveis extensível e multifuncionais e ainda assim não poderia abrir mão que esse móvel fosse desmontável, um desafio para a maioria dos profissionais daqui.
Fiz a opção pelas madeiras malaína na estrutura e pinus no estrado por serem leves e fáceis de se trabalhar com custo favorável. Busquei trabalhar com linhas ortogonais e simples buscando um desenho limpo e que pouco interferisse e qualquer ambiente a que fosse usado. Com o uso de 2 colchões (um deles servindo de assento e outro embutido abaixo da estrutura enquanto sofá) revestidos por tecido tradicional Malawi (chitenge) e estrutura extensível em madeira, o móvel visa atender as funções de sofá e cama a partir de manuseio simples.
O encosto de espuma também é revestido por chitenge.





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12/12/2010, às 11:26 - Por Marcelo Lima
No início dos anos 1990, o Bernardo Senna me mostrou alguns desenhos para personagens de quadrinhos, ainda bem primários e juntos transformamos a idéia na tira de quadrinhos Lazslo A Lesma, com pequenos invertebrados como personagens. A tira figurou diversas publicações e exposições, incluindo uma menção honrosa no Salão Carioca de Humor em 1998. Foi Bernardo quem ainda nessa época criou para tira a logo “Irmandade Das Lesmas Iradas”, que eu roubei e usei como tatuagem.





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, às 10:49 - Por Marcelo Lima
Estive envolvido recentemente no projeto de redesign e ID para Yoditz Coffee, que finalmente chegou ao mercado de cara nova. Yoditz Coffee, café arabica cultivado no Malawi e torrado no estilo tradicional abissínio. O produto tem como mote o processamento artesanal e em pequenas quantidades, oferecendo o café mais fresco do mercado.
A embalagem antiga que consistia em pacote de papel craft e etiqueta adesiva com logo e informações gerais, inviabilizava a exportação do produto e dificultava o transporte e armazenamento mesmo no mercado local. Atualmente com novo logo, embalagem e demais material de divulgação, Yoditz Coffee volta a atender o mercado local no Malawi, além de lojas de aeroportos pela África e aguarda exportação para os próximos meses.
Confesso que não gosto do fundo degradê e texto centralizado, mas como foi exigência do cliente foi assim mesmo.






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19/11/2010, às 05:52 - Por Marcelo Lima
Começou na última quarta-feira, dia 17 de novembro o evento Rio + Design, promovido pelo Centro Carioca de Design com o objetivo de promover o design como ferramenta estratégica. O evento reunirá exposição worshops e palestras em diversos pontos da cidade, além de lançar o Guia Design Rio com os melhores endereços de design da cidade. Na exposição que acontecerá no Centro Cultural da Justiça Federal mostrarei a luminária Bucha.
Para mais informações visite: http://www.riomaisdesign.com.br/site/index.html

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