MARCELOLIMA


Categoria » ‘Conceito’

Deu Bandeira

Escrito em 09/02/2011, às 05:46 - Por Marcelo Lima

 Desde Julho do ano passado que o Malawi adotou mudanças em sua bandeira, o que gerou uma enorme discussão com as mais diversas opiniões a respeito. A decisão foi duramente criticada pela oposição, grupos religiosos e organizações dos direitos humanos. Os críticos defendem não haver razão convincente para redesenhar a bandeira, que não deveria ter sido mudada sem um debate nacional e que esta apenas se justificou como medida populista e autopromocional do presidente Bingu wa Mutharika Ngawi, além do que vale lembrar que alterar um símbolo nacional sugere também um certo entrave nos serviços públicos .

As mudanças até que não foram muitas. A nova bandeira mantém as cores de fundo da antiga, mas alteradas na mesma ordem da bandeira Pan Africana e com o sol inteiro branco no lugar do sol nascente vermelho, como símbolo do atual momento econômico. Essa sugestão de sol inteiro representa para muitos um desenvolvimento questionável e até mesmo fictício e que a mudança apenas representa uma manobra populista e autoritária (eu me incluo nesse grupo). Afinal o que fazer quando a iminente crise econômica explodir no país, trocar o sol atual por um eclipse e mudar novamente a bandeira? 

Sei que esse blog não trata diretamente de política internacional, mas achei relevante a informação até mesmo pelo ponto de vista do design.

Tratando de design, eu particularmente já não gostava da bandeira antiga e continuo a não gostar da atual. Além da dificuldade de composição entre as cores utilizadas, a desarmonia entre os elementos de fundo e o sol não conseguem sustentar o desenho de uma bandeira.

 

nova bandeira do Malawi 

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antiga bandeira do Malawi

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A Marca de 2016 e o Mico de 2014

Escrito em 21/01/2011, às 05:11 - Por Marcelo Lima

Acho que todo mundo já viu a marca escolhida para os Jogos Olímpicos de 2016 a ser sediado no Rio de Janeiro. Eu particularmente gostei do resultado que apresenta um desenho limpo e bem definido, pensado desde o ínicio para ser representado em 2 ou 3 dimensões, como uma marca escultura com volumes que remetem a topografia da cidade sede. A Tátil Design de Fred Gelli, a vencedora entre 139 agências concorrentes foi muito bem sucedida ao buscar um resultado que transmitisse união entre atletas e povos. De costume eu sou receoso com uso de clichês como uso da imagem do Pão de Açúcar e da eterna combinação verde-amarelo-azul (nesse caso até justificável por serem as cores da bandeira do Rio de Janeiro) e ainda tenho minhas dúvidas quanto a aplicação PB da marca, mas por fim agradou.

Sinceramente eu apostava pouco na escolha de uma boa marca para os jogos, talves pela decepção da PIOR MARCA DE COPA DE TODOS OS TEMPOS, aquela coisa tenebrosa que foi inapropriadamente escolhida para representar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. De onde diabos veio a idéia de um júri composto por leigos e uma seleção sem concurso? Se aquele equívoco tem a cara do Brasil e dos brasileiros, eu passo a usar um saco na cabeça como o Homem Elefante!

Por outro lado, voltando a marca da Rio2016, existe também a polêmica envolvendo acusação de plágio por parte da ONG Norteamericana Telluride Foundation, que pede esclarecimento sobre o caso. A meu ver, descartaria a possibilidade de plágio à marca da ONG, até porque esse mote já foi utilizado em várias situações, como a marca que promoveu o carnaval de Salvador em 2004, entre outros exemplos. Mas é inegável que ambas as marcas se inspiraram na pintura A Dança, de Henry Matisse…

Sei que esse assunto está quase um mês atrasado, mas gostaria de compartilhar minha opnião com quem viesse a consultar esse blog. Espero que ainda em tempo, gostaria de também saber da opnião de voces.

 

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